O uso do celular em sala de aula
Como educadora, tenho visto os alunos trazerem para dentro da sala de aula costumes que praticam fora dela. É certo que devemos considerar a realidade do aluno e usá-la ao nosso favor, mas em especial o uso do celular em sala de aula bem como o de aparelhos de mp3 tem feito com que o rendimento dos educandos caia drasticamente.
Por este motivo, projetos como o da Câmara de Barueri são louváveis. Ontem foi aprovado nessa Câmara, o Projeto de Lei nº 027/2010 o qual proíbe o uso de aparelho celular e equipamentos eletrônicos nas salas de aulas das escolas municipais de Barueri, exceto àqueles para uso pedagógico.
Na escola particular em que trabalho o uso desses aparelhos é proibido. Ali, entendemos que o uso do celular, além de tirar a concentração durante as aulas, pode também ser usado para atos ilícitos.
Já houve situações, por exemplo, em que alunos tentaram usar o celular para “passar cola” ou tirar fotos de colegas para postar na internet. Já soube também de alunos que tinham posturas inadequadas dentro dos banheiros (depredação do patrimônio, bullying em alunos menores) e depois postavam na internet.
Só por estes motivos já teríamos argumentos suficientes para a proibição, por isso, acho de grande importância que outras Câmaras Municipais bem como Assembléias Legislativas façam como a Câmara de Barueri.
O nosso objetivo é postar as atividades do curso Artigo de Opinião; divulgar o nosso trabalho em sala de aula e trocar experiencias bem sucedidas com outros professores.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
ARTIGO DE OPINIAO PRODUZIDO
AVALIAÇAO DOS DOIS PRIMEIROS ENCONTROS DO CURSO
O curso referente ao Artigo de Opinião, está sendo ótimo para a nossa formaçao, pois além de tirar nossas dúvidas de como organizar um texto, está sendo muito útil para trabalharmos em sala de aula e também sanar as dificuldades que nossos alunos encontram perante a estrutura de um Artigo de Opinião.
ARTIGO: CORRUPÇAO CULTURAL OU ORGNIZADA?
Renato Janine Ribeiro
Folha de S. Paulo, 28/6/2009
Precisamos evitar que a necessária indignação com as
microcorrupções “culturais” nos leve a ignorar a grande corrupção.
Ficamos muito atentos, nos últimos anos, a um tipo de corrupção que é
muito frequente em nossa sociedade: o pequeno ato, que muitos praticam,
de pedir um favor, corromper um guarda ou, mesmo, violar a lei e o bem
comum para obter uma vantagem pessoal. Foi e é importante prestar
atenção a essa responsabilidade que temos, quase todos, pela corrupção
política – por sinal, praticada por gente eleita por nós.
Esclareço que, por corrupção, não entendo sua definição legal, mas ética.
Corrupção é o que existe de mais antirrepublicano, isto é, mais contrário ao
bem comum e à coisa pública. Por isso, pertence à mesma família que trafegar
pelo acostamento, furar a fila, passar na frente dos outros. Às vezes é
proibida por lei, outras, não.
Mas, aqui, o que conta é seu lado ético, não legal. Deputados brasileiros e
britânicos fizeram despesas legais, mas não éticas. É desse universo que trato.
O problema é que a corrupção “cultural”, pequena, disseminada – que
mencionei acima – não é a única que existe. Aliás, sua existência nos poderes
públicos tem sido devassada por inúmeras iniciativas da sociedade, do
Ministério
Público, da Controladoria Geral da União (órgão do Executivo)
e do Tribunal de Contas da União (que serve ao Legislativo).
Chamei-a de “corrupção cultural” pois expressa uma cultura forte em
nosso país, que é a busca do privilégio pessoal somada a uma relação com o
outro permeada pelo favor. É, sim, antirrepublicana. Dissolve ou impede a
criação de laços importantes. Mas não faz sistema, não faz estrutura.
Porque há outra corrupção que, essa, sim, organiza-se sob a forma de
complô para pilhar os cofres públicos – e mal deixa rastros. A corrupção
“cultural” é visível para qualquer um. Suas pegadas são evidentes. Bastou
colocar as contas do governo na internet para saltarem aos olhos vários gastos
indevidos, os quais a mídia apontou no ano passado.
Mas nem a tapioca de R$ 8 de um ministro nem o apartamento de um
reitor – gastos não republicanos – montam um complô. Não fazem parte de
um sistema que vise a desviar vultosas somas dos cofres públicos. Quem
desvia essas grandes somas não aparece, a não ser depois de invest demoradas, que requerem talentos bem aprimorados – da polícia, de auditores
de crimes financeiros ou mesmo de jornalistas muito especializados.
O problema é que, ao darmos tanta atenção ao que é fácil de enxergar (a
corrupção “cultural”), acabamos esquecendo a enorme dimensão da corrupção
estrutural, estruturada ou, como eu a chamaria, organizada.
Ora, podemos ter certeza de uma coisa: um grande corrupto não usa cartão
corporativo nem gasta dinheiro da Câmara com a faxineira. Para que vai se expor
com migalhas? Ele ataca somas enormes. E só pode ser pego com dificuldade.
Se lembrarmos que Al Capone acabou na cadeia por ter fraudado o Imposto
de Renda, crime bem menor do que as chacinas que promoveu, é de
imaginar que um megacorrupto tome cuidado com suas contas, com os
detalhes
que possam levá-lo à cadeia – e trate de esconder bem os caminhos
que levam a seus negócios.
Penso que devemos combater os dois tipos de corrupção. A corrupção
enquanto cultura nos desmoraliza como povo. Ela nos torna “blasé”.
Faz-nos perder o empenho em cultivar valores éticos. Porque a república é o
regime por excelência da ética na política: aquele que educa as pessoas para
que prefiram o bem geral à vantagem individual. Daí a importância dos
exemplos, altamente pedagógicos.
Valorizar o laço social exige o fim da corrupção cultural, e isso só se consegue
pela educação. Temos de fazer que as novas gerações sintam pela corrupção
a mesma ojeriza que uma formação ética nos faz sentir pelo crime em geral.
Mas falar só na corrupção cultural acaba nos indignando com o pequeno
criminoso e poupando o macrocorrupto. Mesmo uma sociedade como a
norte-americana, em que corromper o fiscal da prefeitura é bem mais raro,
teve há pouco um governo cujo vice-presidente favoreceu, antieticamente,
uma empresa de suas relações na ocupação do Iraque.
A corrupção secreta e organizada não é privilégio de país pobre, “atrasado”.
Porém, se pensarmos que corrupção mata – porque desvia dinheiro de
hospitais, de escolas, da segurança –, então a mais homicida é a corrupção
estruturada. Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções
“culturais” nos leve a ignorar a grande corrupção. É mais difícil
de descobrir. Mas é ela que mata mais gente.
Folha de S. Paulo, 28/6/2009
Precisamos evitar que a necessária indignação com as
microcorrupções “culturais” nos leve a ignorar a grande corrupção.
Ficamos muito atentos, nos últimos anos, a um tipo de corrupção que é
muito frequente em nossa sociedade: o pequeno ato, que muitos praticam,
de pedir um favor, corromper um guarda ou, mesmo, violar a lei e o bem
comum para obter uma vantagem pessoal. Foi e é importante prestar
atenção a essa responsabilidade que temos, quase todos, pela corrupção
política – por sinal, praticada por gente eleita por nós.
Esclareço que, por corrupção, não entendo sua definição legal, mas ética.
Corrupção é o que existe de mais antirrepublicano, isto é, mais contrário ao
bem comum e à coisa pública. Por isso, pertence à mesma família que trafegar
pelo acostamento, furar a fila, passar na frente dos outros. Às vezes é
proibida por lei, outras, não.
Mas, aqui, o que conta é seu lado ético, não legal. Deputados brasileiros e
britânicos fizeram despesas legais, mas não éticas. É desse universo que trato.
O problema é que a corrupção “cultural”, pequena, disseminada – que
mencionei acima – não é a única que existe. Aliás, sua existência nos poderes
públicos tem sido devassada por inúmeras iniciativas da sociedade, do
Ministério
Público, da Controladoria Geral da União (órgão do Executivo)
e do Tribunal de Contas da União (que serve ao Legislativo).
Chamei-a de “corrupção cultural” pois expressa uma cultura forte em
nosso país, que é a busca do privilégio pessoal somada a uma relação com o
outro permeada pelo favor. É, sim, antirrepublicana. Dissolve ou impede a
criação de laços importantes. Mas não faz sistema, não faz estrutura.
Porque há outra corrupção que, essa, sim, organiza-se sob a forma de
complô para pilhar os cofres públicos – e mal deixa rastros. A corrupção
“cultural” é visível para qualquer um. Suas pegadas são evidentes. Bastou
colocar as contas do governo na internet para saltarem aos olhos vários gastos
indevidos, os quais a mídia apontou no ano passado.
Mas nem a tapioca de R$ 8 de um ministro nem o apartamento de um
reitor – gastos não republicanos – montam um complô. Não fazem parte de
um sistema que vise a desviar vultosas somas dos cofres públicos. Quem
desvia essas grandes somas não aparece, a não ser depois de invest demoradas, que requerem talentos bem aprimorados – da polícia, de auditores
de crimes financeiros ou mesmo de jornalistas muito especializados.
O problema é que, ao darmos tanta atenção ao que é fácil de enxergar (a
corrupção “cultural”), acabamos esquecendo a enorme dimensão da corrupção
estrutural, estruturada ou, como eu a chamaria, organizada.
Ora, podemos ter certeza de uma coisa: um grande corrupto não usa cartão
corporativo nem gasta dinheiro da Câmara com a faxineira. Para que vai se expor
com migalhas? Ele ataca somas enormes. E só pode ser pego com dificuldade.
Se lembrarmos que Al Capone acabou na cadeia por ter fraudado o Imposto
de Renda, crime bem menor do que as chacinas que promoveu, é de
imaginar que um megacorrupto tome cuidado com suas contas, com os
detalhes
que possam levá-lo à cadeia – e trate de esconder bem os caminhos
que levam a seus negócios.
Penso que devemos combater os dois tipos de corrupção. A corrupção
enquanto cultura nos desmoraliza como povo. Ela nos torna “blasé”.
Faz-nos perder o empenho em cultivar valores éticos. Porque a república é o
regime por excelência da ética na política: aquele que educa as pessoas para
que prefiram o bem geral à vantagem individual. Daí a importância dos
exemplos, altamente pedagógicos.
Valorizar o laço social exige o fim da corrupção cultural, e isso só se consegue
pela educação. Temos de fazer que as novas gerações sintam pela corrupção
a mesma ojeriza que uma formação ética nos faz sentir pelo crime em geral.
Mas falar só na corrupção cultural acaba nos indignando com o pequeno
criminoso e poupando o macrocorrupto. Mesmo uma sociedade como a
norte-americana, em que corromper o fiscal da prefeitura é bem mais raro,
teve há pouco um governo cujo vice-presidente favoreceu, antieticamente,
uma empresa de suas relações na ocupação do Iraque.
A corrupção secreta e organizada não é privilégio de país pobre, “atrasado”.
Porém, se pensarmos que corrupção mata – porque desvia dinheiro de
hospitais, de escolas, da segurança –, então a mais homicida é a corrupção
estruturada. Precisamos evitar que a necessária indignação com as microcorrupções
“culturais” nos leve a ignorar a grande corrupção. É mais difícil
de descobrir. Mas é ela que mata mais gente.
COMENTÁRIO CRÍTICO SOBRE O DEBATE APRESENTADO NA AULA DO DIA 03/09/2011
O debate acontecido no dia 03/09/211, foi esclarecedor, pois os argumentos forma muito bem apresentados pelas menina, chegando a nos convencer e até mesmo mudano a nossa opiniao respeito do tema A SOCIEDADETEM O DIREITO DE TIRAR A VIDA DE UM CRIMINOSO?
Esse tipo de ativdade é bem aproveitada para tirarmos como exemplo para trabalharmos em sala de aula, debatendo e refletindo sobre o assunto, dando o ponto de vista de cada grupo, sem fugir do contexto, além de terem regras para respeitarem, onde os próprios alunos avaliam as falas, os argumentos utilizados e o tempo dado para cada grupo.
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