terça-feira, 11 de outubro de 2011

PENSANDO NO SIGNIFICADO DAS COTAS SOCIAIS E RACIAIS
NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS

O projeto de lei que quer garantir 20% das vagas para negros e pardos em todos as universidades do Brasil vem gerando opiniões opostas em toda a sociedade. De um lado aqueles que historicamente foram escravizados e discriminados de outro, aqueles que se sentem prejudicados por verem as suas chances de passar no vestibular diminuídas, e injustiçados por sentirem que desta forma estarão pagando por políticas mal elaboradas.
O Rio de Janeiro foi o primeiro estado brasileiro a adotar o critério das cotas para negros. As duas universidades estaduais - UERJ, na capital, e UENF, em Campos - reservam 40% de suas vagas para negros e pardos, o que já ocasionou grande polêmica por lá.
As pesquisas do Ipea, apontam que no Brasil existem 22 milhões de pobres, dos quais 60% são constituídos por negros. Então a pobreza tem cor, a miséria tem cor no país, como é que eu posso fugir dessa questão racial, se tem dados me demonstrando que tem cor a miséria?
Ao pensarmos um pouco sobre o cenário social e racial das universidades públicas brasileiras, debate acerca da questão racial, social e histórica do nosso país. O Brasil carrega na sua história como Estado, um profundo abandono para com o povo negro aqui escravizado por séculos. Em nenhum momento, o poder público em nosso país propôs políticas que reparassem ou pelo menos atendessem aos direitos e às necessidades do negro brasileiro.
As populações negras precisam, pelo menos, primeiramente serem representadas nos espaços de produção científica e logo ocuparem quantitativamente, cada vez mais, esses espaços, e as cotas vislumbram auxiliar nesse sentido.
Enfim, pensando no significado das cotas sociais e raciais nas Universidades Públicas Brasileiras, os negros devem ser amparados por lei, para que haja uma quebra do preconceito burguês das instituições brasileiras em todas as instâncias.

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